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Erika de Assis Gomes


erika-de-assis-gomesMeu nome é Erika, tenho 25 anos e sou paulistana.

Desde que me conheço por gente, sempre tive um pequeno e passageiro cansaço aos grandes esforços. Não sinto falta de ar, nunca desmaiei, minha saturação é ótima, mas levo uma vida limitada, porém normal e feliz.
Meu primeiro diagnóstico: sopro. Nas aulas de educação física, eu escolhia o que queria ou não fazer – se eu achasse divertido, tudo bem, corria, pulava… e parava, esperava o coração desacelerar… e começava tudo de novo. Para falar a verdade, nunca me queixei: prefiro um bom livro a pular e correr. No final do semestre, para alcançar a nota, eu estudava as histórias das modalidades esportivas e me divertia escrevendo e lendo.

Assim levei minha infância: brinquei, dancei, li e escrevi, considerando o que eu queria e podia fazer, sempre dentro das minhas limitações!

Ano passado resolvi que faria academia, pois queria ganhar massa muscular e fazer aula de dança. Passei por vários exames: eco, eletro, raio-X do tórax e mais alguns. O médico do convênio me liberou, colocou no laudo uma possível Hipertensão Pulmonar e comecei a malhar.

Depois de cerca de 4 meses, uma tosse chata e insistente começou. No terceiro dia fui a um hospital público e iniciei outra bateria de exames, entre eles uma tomografia. Pronto! Para minha “alegria” e evolução, descobri: eu realmente tenho HAP.

O momento mais difícil foi quando soube que teria de fazer um cateterismo, pois não sou nada fã de agulhas e realmente fiquei com medo, mas passei por isso. A médica que me atendeu foi super paciente, o exame foi rápido e minha recuperação foi ótima.

Na hora em que soube o motivo real do meu cansaço, a única coisa que pensei foi chegar em casa e ler até cansar para descobrir um pouco mais sobre esse nome que assusta, mas não me entristece… Penso assim: tudo tem um motivo, por mais que seja difícil entender. Tenho certeza de que algo muito maior do que o nosso entendimento cuida de nós e sabe de todas as coisas!

Não posso fazer atividades que me desgastam. Se eu cansar, tenho que parar, mas em segundos meus batimentos voltam ao normal e reinicio o que eu estava fazendo sem nenhuma frustração.

Em dezembro comecei a tomar o Bosentana e lá foi eu ler tudo sobre o remédio, consequências, reações e etc… Antes, tinha que dançar uma música e parar, mas agora consigo umas duas ou três rodopiadas a mais! Ah!, como isso me alegra! Fico calma ao saber que estamos vivos e que a HAP, por mais rara que seja, está sendo pesquisada e que em breve teremos mais evoluções!

Sou jovem, namoro há 8 anos e meu principal medo foi ter que mudar a minha vida. Parar com as danças ou não ter filhos é o que mais me faz ler sobre a HAP – quero saber como posso estar melhor a cada dia! Tenho esperanças que daqui há uns anos poderei sim ter filhos, já que a minha melhora nesses meses de tratamento já foi surpreendente!

Atualmente subo um pequeno lance de escadas sem parar; apenas em grandes subidas tenho que esperar meu coração desacelerar, mas a minha melhora e o fato de saber exatamente o que eu tenho me faz ser mais feliz!

Sempre levo companhia nas consultas, porque é sempre bom ter alguém com quem contar, desabafar e até discutir o que foi dito – ás vezes deixamos passar alguma informação de suma importância.

Incrível como as coisas acontecem como tem que ser… um simples cansaço inicialmente nomeado como sopro me mostrou que nem sempre tudo é como parece ser… precisamos sempre ir mais além e vencer nossos medos.

O que eu aprendi até agora? Antes de ter medo do desconhecido, precisamos estar munidos de boas e verdadeiras informações para saber como enfrentar os obstáculos e agradecer sempre tudo o que acontece em nossas vidas. Tudo mesmo: as pequenas e grandes coisas, quem está sempre ao nosso lado e aos médicos que realmente pesquisam antes de diagnosticar (ainda mais em nosso caso, que os sintomas são tão parecidos com outras doenças).

Desejo que com o meu depoimento eu possa demonstrar que podemos, sim, ter uma vida normal… temos que ter pensamento positivo sempre, porque o futuro depende da nossa fé!