Warning: php_uname() has been disabled for security reasons in D:\http\respirareviver\web\wp-content\plugins\magic-fields-2\mf_extra.php on line 39 ABRAF - Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de HIPERTENSÃO ARTERIAL PULMONA

Bárbara Goettems


bc3a1rbara-manchini-goettemsSou Bárbara, tenho 23 anos, convivo com a HAP desde 2010. Estava começando a cursar a faculdade de arquitetura em Passo Fundo e tive o primeiro sintoma após sair de uma aula. Senti uma fadiga excessiva, seguida de uma síncope e uma parada cardiorrespiratória. Após esses eventos, fui levada às pressas para o hospital onde se iniciou o processo de identificação da doença. Somente após 3 meses e muitos médicos me deram outro diagnóstico e terapias medicamentosas que só agravaram o quadro.

Não conformada com a situação a qual me encontrava, e quase perdendo as esperanças, fui a mais um médico, que me salvou! Fui diagnosticada após o cateterismo com HAP idiopática, classe funcional IV. Então tudo aquilo que eu estava sentindo havia ganhado um nome: ‘’Hipertensão Pulmonar Arterial (HAP)’’, uma doença rara, crônica e progressiva que é incapacitante e dispendiosa para a sociedade e que pode levar à morte.

A vida é mesmo engraçada, pois diante desta situação que nunca havia ouvido falar, fui em busca de uma vida mais saudável, me tornei uma pessoa mais companheira, humilde, tolerante, receptiva e também aprendi a aproveitar melhor cada momento da minha vida da melhor forma possível ao lado de quem estiver.

Por muito tempo me senti sozinha por não conhecer ninguém com o mesmo quadro, mas isso mudou. Atualmente, moro em Porto Alegre, onde me encontro na Lista de Transplante, em busca de uma vida melhor que não falte nunca o ar. Conheci pessoas incríveis que também estão na mesma situação, o qual tive o prazer de compartilhar alguns momentos da minha vida: algumas foram transplantas, outras não resistiram a espera e nos deixaram.

Diante de tudo isso, fica a esperança por um país melhor, onde nos dê acesso aos medicamentos sem ter que brigar na justiça todo mês por um Direito que é garantido pelo Estado, para que não precisemos chegar ao ponto de não ter saída senão um transplante.