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Andréa Clivati


Meu nome é Andrea Clivati, tenho 37 anos, sou casada e tenho uma filha de 13 anos.

Minha vida, resumidamente foi assim: fiz Jazz dos 8 aos 18 anos, depois academia, musculação e trabalhava desde os 15 anos. Adorava sair pra dançar porque sempre fui muito ativa.

Em 2004, tive uma TVP Andrea Clivati(trombose venosa profunda), com embolia pulmonar. Fiquei 15 dias internada no Hospital Santa Isabel, em São Paulo. Saí de lá curada.

Em 2008, depois de uma doação de sangue, tive outra trombose no braço direito. Nunca me disseram que não poderia mais fazer doações de sangue. Já tinha feito várias antes da primeira trombose.

Enfim, não dei importância ao problema. Não tomei o Marevan corretamente e sequer fiz os controles de coagulação. UM ERRO GRAVÍSSIMO!

Eu me cansava muito a mínimos esforços. Isso foi piorando com o decorrer do tempo, a ponto de eu não conseguir falar ao telefone ou tomar banho. Até que um dia, quando estava dobrando uma coberta, eu passei mal e desmaiei, com falta de ar e uma dor no peito, que parecia que ia explodir. Perdi a visão na hora, perdi os sentidos. Eu realmente pensei que estava morrendo. Quando voltei, meu marido estava me abanando desesperadamente.

Foi nessa hora que percebi que precisava procurar um médico. Fui a um cardiologista daqui da minha cidade, que me pediu um Ecocardiograma, no qual constatou-se a HAP. Perdi meu chão: não aceitava as limitações que isso me causaria.

Passei a fazer acompanhamento na UNESP de Botucatu e a tomar Bosentana, Sildenafil, Furosemida e Marevan, totalizando 12 comprimidos diários.

Fui encaminhada ao INCOR, onde a equipe da pneumologia decidiu me operar. Fui inserida na lista de espera da Tromboendarterectomia em março de 2012. Que espera agoniante! Meus dias eram totalmente instáveis: dias bons e dias não tão bons, como dizia meu marido.

Até que em outubro de 2013 me chamaram para internação. Meu coração quase parou de nervoso. Não sabia o que fazer, mas fui. Foram 25 dias internada fazendo exames: a cirurgia estava programada para 14/11/13.

Os médicos me disseram que essa cirurgia era a mais complexa feita no INCOR (mais do que um transplante). Claro que o nervosismo aumentou e a indecisão apareceu. Corria muito risco, até porque a parte cardíaca também estava comprometida e eles, talvez, teriam que fazer uma safena. Pedi pra Deus me dar uma luz, um sinal, de que eu poderia fazer essa cirurgia e que voltaria sã e salva.

A cirurgia foi um sucesso!!! Correu tudo dentro do programado. Logo após o procedimento, tive uma infecção que quase me levou embora, mas, com muito trabalho de dedicação dos médicos, foi controlada.

Após 18 dias na UTI, finalmente fui para o quarto e minha recuperação era visível: hora a hora me sentia melhor. Tive alta do hospital uma semana depois.

Hoje não sinto mais aquele cansaço, embora ainda tenha um grau pequeno de HAP, pois não foi possível retirar todos os trombos que estavam na artéria pulmonar.

Me sinto ótima!!! Nem lembro mais como é não ter falta de ar e cansaço.

Quero deixar aqui registrado a minha experiência com a HAP e dizer a todos os pacientes que tenham fé, que acreditem nos médicos. E que isso tem um fim. E um final feliz, sim.

Não desistam jamais!