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Aline Araújo


Minha experiência com doenças crônicas começa com Lúpus e depois se completa com a HAP.

Tudo começou em 2010, quando voltava da faculdade e reparei que meus dedos estavam dormentes. A partir desse dia comecei a reparar uma tonalidade estranha nas minhas mãos com a mudança de temperatura. Fiquei intrigada e fui ao pronto socorro pensando que poderia ser algum problema de circulação.
A médica olhou e logo de cara disse que era um problema reumatológico chamado Fenômeno de Raynaud e me encaminhou para o reumatologista. A partir daí fui submetida a uma serie de exames e outros sintomas começaram a surgir. Em 2011, fui encaminhada para a UNIFESP, onde fui diagnosticada com Lúpus (LES). Logo depois, em 2012 tive uma Pericardite Lúpica, e assim ocorreu a minha primeira internação e pulsoterapia.
Melhorei e fiz um Ecocardiograma de rotina para acompanhar o pericárdio. Nesse Ecocardiograma a pressão pulmonar estava elavada e a equipe da reumatologia me encaminhou para equipe de HP da Unifesp, onde fiz todos os exames necessários e fui diagnosticada com HAP. Fiz outra pulsoterapia e comecei a tomar os medicamentos específicos para HAP.

pilates3Foi assim que descobri o Lúpus e a HAP. O que mudou na minha vida? Muita coisa. É realmente muito chato descobrir que você tem limitações aos 20 anos, mas sempre mantive todos os meus planos. Já fiquei internada algumas vezes e sei que qualquer descuido pode causar sérios problemas.
Tive que fazer algumas adaptações, claro, mas mantenho o foco em levar a vida de forma mais normal possível. Hoje, com 25 anos, posso dizer que amadureci e continuo amadurecendo muito.
Conforme mencionei anteriormente, estava na faculdade quando tudo começou, me formei em 2012 e em 2014 conclui o MBA.

Continuo me especializando na minha carreira profissional e continuo trabalhando. Pratico pilates e me faz muito bem. Tenho o apoio todos à minha volta e isso realmente ajuda muito.
Sei que a HAP age de forma diferente em cada um (na maioria dos casos é mais intensa) mas penso que devemos fazer o que podemos para sermos felizes com as ferramentas que temos.

Ainda tenho muitos sonhos e sei que vou realizar todos. Talvez demore um pouco mais do esperado, mas sei que tudo é possível.
Acredito que todos em algum momento da vida irá passar por situações difíceis, tais situações que nos fazem mudar e nos tornam pessoas melhores, isso faz parte da evolução humana.
É assim que eu enxergo a HAP e o Lúpus na minha vida: uma forma de me fazer viver mais intensamente e dar valor pras coisas que realmente importam.
Tenho muita fé e esperança em Deus e na Ciência de que a qualidade de vida de todos com HAP vai melhorar.